26 de mai de 2012

IVAN

Na foto: John Lennon, Jimmy Tarbuck, Mike Hill, Ivan Vaughan (quem apresentou John a Paul). 

Ivan Vaughan era amigo tanto de John quanto de Paul, tendo inclusive os apresentado no dia 6 de julho de 1957. Ele e Paul nasceram no mesmo dia em Liverpool: 18 de junho de 1942. Apesar de ter tocado no Quarrymen, ele não continuou na música e se tornou professor. 

Em 66 casou-se com Jan, professora de línguas, que ajudou Paul na letra da canção Michelle. Ivan Vaughan também trabalhou na Apple. 

Em 77 foi diagnosticado como portador do mal de Parkinson e veio a falecer em 93. Paul compôs pra ele o poema Ivan, lançado no seu livro de poemas Blackbird Singing.

22 de mai de 2012

FOTO INVERTIDA NA ABBEY ROAD VENDIDA EM LEILÃO!

A fotografia inédita dos Beatles atravessando a Abbey Road no sentido contrário foi leiloada por 16 mil libras esterlinas (cerca de R$ 49 mil) --quase o dobro do valor estimado-- na Bloomsbury Auctions, em Londres, nesta terça (22). 

Segundo a "NME", o leilão começou com uma oferta de 6.000 libras, mas o valor rapidamente subiu e o item foi arrematado em menos de um minuto. 

O retrato é uma versão "invertida" daquele que foi eternizado na capa do disco "Abbey Road", de 1969: o quarteto de Liverpool cruza a faixa de pedestres da direita para a esquerda, sentido contrário da foto original. 

Ambas foram registradas pelo fotógrafo Iain Macmillan. Na imagem que pertencia a um colecionador, há algumas diferenças: Paul McCartney atravessa a rua de chinelos --na original, ele está descalço-- e sem o cigarro que segurava em uma das mãos. Compare abaixo:

Foto oficial do álbum Abbey Road (reprodução)

A foto invertida
Divulgação: Bloomsbury Auctions

1 de mai de 2012

ABBEY ROAD REMIXADO

Abbey Road Remixado é um texto do amigo Marcelo Sguassábia publicado no excelente blog dele Consoantes Reticentes. Segue abaixo:

- Ok, boys. Já que a ideia é mesmo essa e parece que não há jeito de vocês voltarem atrás com essa tolice, tenho algumas sugestões para deixar o resultado final um pouco menos ruim. Pra começo de conversa, sugiro que vocês quatro se virem pra câmera dando tchauzinho. Sei lá, penso que assim a coisa ficará mais amistosa e interativa do que todo mundo sério e alinhado, olhando pra frente e atravessando a rua.

- Mas afinal de contas, o que você tem em mente é uma capa de disco ou um cartaz de circo? Só falta você sugerir que o Ringo fique fazendo chifrinho no George na hora do clique…

- Calma, Paul. Eu sei que a ideia é sua, mas vocês contrataram um fotógrafo profissional e eu me sinto na obrigação de orientá-los pra que o resultado fique realmente bom e funcione comercialmente. Uma coisa é certa, rapazes: nenhuma capa de disco entra pra história com quatro sujeitos atravessando uma faixa de pedestres como se fossem uns anônimos e inexpressivos súditos da rainha. Caramba, vocês são os Beatles!!!

- Veja bem, por mim você e Paul decidem o que acharem melhor nessa peleja capitalista de vender mais ou menos discos. A única coisa que peço é que a Yoko atravesse a faixa ao meu lado. Caso contrário, não tem negociação, vamos embora agora mesmo. Vocês sabem que não desgrudo um minuto dela, e isso inclui travessias de rua, partidas de rugby e até exames de próstata.

- John, isso é efeito da maconha, do LSD ou do sol na cabeça? Estamos falando de um disco dos Beatles, e não de Yoko e sua banda. Compreende?

- Espera aí, gente. Se este pobre baterista pode dar um palpite, recomendo que continuemos a discussão num pub ou algo assim. O trânsito está ficando engarrafado e daqui a pouco começam a buzinar. A intenção era perder no máximo vinte minutos com esta merda de foto. Não temos o dia todo e precisamos gravar mais um take de “Come Together” ainda hoje, esqueceram?

- Eu insisto: tá faltando alguma coisa bombástica, arrebatadora, que dê uma sacudida nessa capa. Ou então, sei lá, um toque de humor britânico, mesmo que bem sutil. Por exemplo, um de vocês é o guarda de trânsito, orientando os outros três na travessia. Heim, que tal? Aí sim vai ficar bacana.

- Tudo bem, mas e a Yoko?

- Sugiro que o guarda se distraia e um carro passe por cima dela.

- Por esta gracinha eu poderia te enfiar a mão na cara, Paul. Mas não vou fazer isso porque, independente de como fique essa maldita capa, no final das contas vão achar que o morto é você, e não Yoko. Pode apostar. Babacas do mundo todo vão esquadrinhar cada centímetro da foto, procurando pistas que confirmem a sua morte. O que mais lamento é que ela não passe de um boato.

- Gente, por favor, vamos dar uma trégua na troca de afagos. Daqui a pouco começa a juntar gente pra pedir autógrafos, a imprensa aparece e aí a foto já era.

- Pensando bem, acho que o Ringo está certo. Vamos voltar para o estúdio, terminar “Come Together” e esquecer essa história de capa de disco na faixa de segurança. Temos mais um tempo pra pensar numa solução melhor.

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Marcelo Pirajá Sguassábia é redator publicitário e colunista em diversas publicações impressas e eletrônicas.

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