24 de nov de 2011

SHOW DO RINGO EM BRASÍLIA - FOTOS, VÍDEO e RESENHA

Dia 18 de novembro foi mais um dia mágico para a beatlemania nacional. Eu, como não poderia deixar de ser, saí de Goiânia pela manhã rumo a Brasília para encontrar meus amigos da Beatles Brasil e, juntos, irmos ao show do Ringo no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Foi uma satisfação imensa rever os amigos Renato Uchida de Brasília (dono do melhor blog sobre Beatles do Brasil - www.octaner.blogspot.com), Adriano Mussolin (Poços de Caldas - MG), Prof. Guilherme Lentz (Belo Horizonte - MG), Ricardo Martinelli (Vitória - ES), Marcelo Fróes (Rio de Janeiro - RJ), Ana Paula Villa (Curitiba - PR), Joelma Vieira (Goiânia - GO) e Ana Lúcia Soave (Guarulhos - SP).

Nos encontramos todos na entrada do show e fizemos a primeira foto do grupo:

Esq.p/Dir. acima: marido da Ana Paula, Fróes, Ricardo Martinelli, Renato, Adriano, Carlos Edu Bernardes.
Esq.p/Dir. embaixo: Ana Paula, Ana Lúcia Soave, Guilherme Lentz, Joelma e Fernando (filho do Renato)
Depois entramos e assistimos ao show, com muito entusiamo e alegria:




Ringo está em forma, com uma voz potente e característica, além de muito animado! Sorri o show todo! Foram aproximadamente 2 horas onde todos da All Starr Band mostraram suas excelentes qualidades!

Veja a gravação que fizemos do Ringo cantando Photograph, canção que ele fez com George, com direito a invasão de palco, como nos queridos tempos da Beatlemania. Ringo!



Eu e o Ringão, na mesma foto:


Algumas lembrancinhas foram registradas:



E por fim, uma resenha feita pelo grande amigo Adriano Mussolin:

O cara tem que ser muito mal-humorado para não achar o show do Ringo bom. Os momentos beatle são ótimos, como sempre. Os sucessos dos outros membros da All-Starr Band são irregulares, ora bons ora sonolentos. É preciso não incorrer no erro de querer comparar sua apresentação com as do Paul McCartney, como tenho lido e ouvido por aí. Este é multiinstrumentista, compositor, um músico completo. Já Ringo, sempre foi a cereja do bolo. O complemento ideal para os Beatles. Em sua história com os Fab constam algumas composições bacanas e inesquecíveis levadas de bateria. Mas, ele não era o grande destaque da banda, apesar de sua importância fundamental.

No frigir dos ovos, o show é bem bom. Leve, divertido, gostoso de assistir.

Mas, fica aquele gostinho de que poderia ser ainda melhor. Ringo tem sim músicas suficientes para fazer um show inteiro seu. São pelo menos 7 músicas da época dos Beatles e umas 20 da carreira solo que sustentariam tranquilamente umas 2 horas de espetáculo. Mesmo que ele não queira se desgastar tocando bateria, ele poderia facilmente montar uma banda comum de bons músicos e pegar a estrada. E isso deixa uma sensação de que ele pode fazer um show mais com sua cara.

Outra coisa, poderia investir um pouco em tecnologia de palco. Colocar um telão exibindo cenas do filme "Yellow Submarine", enquanto toca essa música e de fotografias enquanto toca "Photograph" e muitas outras imagens. Isso valoriza demais o espetáculo. Atualmente, apenas um painel com flores e uma enorme estrela fazem fundo aos músicos.

Nessa turnê, o esquema fica ingrato, especialmente para os outros membros da ASB. Afinal, não é nada fácil ter que encarar uma plateia esquentada ao som de "Boys" e começar a tocar um 'hit' qualquer dos anos 80. Ou ter que começar uma música 'menor' depois de Ringo fazer a plateia cantar a plenos pulmões "Yellow Submarine". Isso também não quer dizer que a banda seja ruim. Pelo contrário, não perde o pique em nenhum momento e todos são bons instrumentistas. O negócio é que não dá para misturar "With a Little Help From My Friends" com "Broken Wings". Não são a mesma praia.

Claramente, Ringo não se empenha na bateria, arrisca umas rodadas, marca o tempo no chimbau, toca os pratos levemente. Enquanto isso, Greg Bisonette segura a peteca com uma competência assustadora ao seu lado. Rick Derringer é um guitarrista acima da média e mostra suas habilidades em diversas músicas. Edgar Winter manda uns solinhos de piano e alguns de sax, com algum brilho. Até arrisca um duelo de tambores com Bisonette, ambos com baquetas com as pontas iluminadas. Wally Palmar, Mark Rivera, Richard Page e Gary Wright são os mais apagados, apesar de segurarem bem a parte rítmica do show.

E esse ponto-de-vista parece ser geral. Ouvindo aqui e ali uma conversa do público, percebe-se que todos querem mais Ringo, mais Beatles. As intervenções dos outros acaba por irritar alguns e distrair a atenção de outros. Poucos se envolvem inteiramente com todas as músicas. Vale a pena, embora com algumas ressalvas.

Adriano Mussolin e Carlos Edu Bernardes 'disputando' a Starr...

11 de nov de 2011

A ESTREIA ONTEM DO RINGÃO EM TERRAS BRASILEIRAS

Fernando Diniz
Direto de Porto Alegre

Um ciclo se completa para os beatlemaníacos em Porto Alegre. Um ano depois do show de Paul McCartney no Estádio Beira-Rio, o outro ex-beatle vivo, o baterista Ringo Starr, fez seu espetáculo exatamente do lado: no Ginásio Gigantinho. Recebido aos gritos, Ringo abriu a turnê brasileira na noite desta quinta-feira (10) com um número consideravelmente menor de sucessos do quarteto de Liverpool. Esqueça Help!, She Loves You e outros hits do grupo britânico que transformaram Starr em estrela. O baterista parece tentar evitar o rótulo de "banda cover" e canta apenas aquelas que ficaram conhecidas em sua voz, como Yellow Submarine, With a Little Help From My Friends e I Wanna be Your Man. Honey Don't, Boys e Act Naturally - que não são dos Beatles, mas são famosas pela versão do grupo - também estão no repertório. Durante o espetáculo, o ex-beatle não só exibe momentos de sua carreira solo, como dá espaço para os músicos de sua banda, que tocaram em grupos não tão bem sucedidos. A banda - composta por Wally Palmar (guitarra; ex-The Romantics), Edgar Winter (teclado; irmão do guitarrista Johnny Winter), Gary Wright (teclado; ex-Spooky Tooth), Richard Page (baixo; ex-Mr. Mister), Rick Derringer (ex-McCoys), e Gregg Bissonette (bateria, ex-David Lee Roth) - passa o tempo todo apresentando uns aos outros, exaltando a oportunidade de tocar com uma lenda da música.

O SHOW

Em um Gigantinho cheio, mas não lotado, Ringo Starr foi recebido com a estridência dos gritos que costumava ouvir na década de 60. O ex-beatle entrou no palco quando sua All Star Band já cantava os primeiros versos de It Don't Come Easy. Com seu jeitão divertido, Ringo cantava dançando passos de "um-pra-lá-um-pra-cá", fazendo "paz e amor" com os dedos. Ringo seguiu fora da bateria em Honey Don't, canção presente no Beatles for Sale. O britânico só vai para seu instrumento na metade da terceira música, Choose Love, do disco homônimo lançado em 2005, música precedida de uma declaração de amor do músico. "Vou fazer uma coisa que gostaria de fazer mais: (dizer) eu amo vocês!" O show continua com Rick Derringer, cantando Hang On Sloopy de sua antiga banda, o McCoys, e Edgar Winter - chamado por Ringo de "um dos inovadores do rock" - em Free Ride. Os pontos altos, no entanto, ficam nas clássicas dos Beatles. "Esta é para todas as mulheres e alguns homens", disse Ringo antes do Gigantinho explodir com I Wanna be Your Man. Em Yellow Submarine, a impressão era que o ginásio havia se transformado em uma panela de pressão, onde borbulhavam balões amarelos sobre a plateia. O coro foi ouvido alto também na penúltima música, With a Little Help From my Friends, do álbum Sgt. Peppers. Com mensagens de paz e amor, Ringo entoou o hino hippie Give Peace a Chance, do John Lennon. Se o público estranhou em ouvir músicas do The Romantics ou Gary Wright durante o show, Ringo parecia se divertir. O setentão sorria a cada batida dada na bateria junto do colega Gregg Bissonette, que tocava em geral as mesmas levadas da lenda do rock.

Depois da capital gaúcha, o músico ainda se apresenta em outras cinco capitais, sempre ao lado de sua All Starr Band. Única entre as cidades a receber dois shows, São Paulo vê Ringo Starr neste sábado (12) e domingo (13), no Credicard Hall. Depois, é a vez do Rio de Janeiro receber Ringo Starr - nesta terça (15), no Citibank Hall -, que ainda toca em Belo Horizonte (quarta, 16, no Chevrolet Hall), Brasília (sexta, 18, no Ginásio Centro de Convenções Ulysses Guimarães) e Recife (domingo, 20, no Chevrolet Hall).

SETLIST

It Don't Come Easy
Honey Dont
Choose Love
Hang On Sloopy
Free Ride
Talking in Your Sleep
I Wanna Be Your Man
Dream Weaver
Kyrie
The Other Side Of Liverpool
Yellow Submarine
Frankenstein
Back Off Boogaloo
What I Like About You
Rock and Roll, Hoochie Koo
Boys
Love Is Alive
Broken Wings
Photograph
Act Naturally
With a Little Help from My Friends
Give Peace a Chance

5 de nov de 2011

NUNCA SEM VOCÊ, GEORGE!

Às vésperas dos inéditos e esperados shows de Ringo no Brasil, o Beatlebox traz o narigudo mais amado do mundo do rock cantando Never Without You.

Never Without You é uma canção-tributo que ele fez para o amigo e colega de Beatles, George Harrison, morto em 2001, e que saiu no seu álbum Ringo Rama de 1988.

Ringo a escreveu juntamente com Gary Nicholson e Mark Hudson. Sensível, atencioso e amoroso como sempre, ele chamou outro grande amigo de George, Eric Clapton, para o solo de guitarra. Eric já tinha participado nada mais nada menos de uma das mais maravilhosas canções de George, While My Guittar Gently Weeps, lançada no álbum The Beatles - White Album em 1968. Ringo!



Never Whitout You
Ringo / Nicholson / Hudson

Nós eramos jovens
Isso era divertido
E nós não podíamos perder
Tempos eram bons
Durante a noite
Nós eramos manchete

Dias loucos e noites imprudentes
Limousines e holofotes brilhantes
Nós eramos irmãos no meio disso tudo

E sua música
Tocará
Sem você
E esse mundo
Não esquecerá
De você

Cada pedaço de você estava na sua música
Agora nós continuamos
Nunca sem você
Com ou sem você
'Here Comes The Sun' é sobre você

Aqui hoje
Não sozinho
Com minhas memórias
Vida é estranha
Como as coisas mudam
É realidade

Você tocava uma melodia bonita
Que me mantinha atormentado
Posso sempre sentir você ao meu lado

E sua música
Tocará
Sem você
E esse mundo
Não esquecerá
De você

Toda parte de você estava na sua musica
Agora nós continuamos
Nunca sem você
Com ou sem você
'Here Comes The Sun' é sobre você

Eu sei todas as coisas devem passar
E somente o amor tardio
Eu sempre terei o amor na memória
De você e eu

(É com você, Eric!)

E sua música
Tocará
Sem você
E esse mundo
Não esquecerá
De você

Toda parte de você estava na sua música
Agora nós continuamos
Nunca sem você
Com ou sem você

Nós nunca vamos sem você
Nós nunca vamos sem você
Nós nunca vamos sem você
'I Dig Love' é sobre você.